E se o Windows se tornasse OpenSource?

Olá pessoal…

Recentemente foi publicado um artigo na Linux Foundation falando sobre… Windows!!! E o detalhe é no tema do artigo, sobre a possibilidade do Windows se tornar Open Source (para alguns uma ideia totalmente absurda, rs).


Satya Nadella, atual CEO da Microsoft
Satya Nadella, atual CEO da Microsoft

Abaixo extrai alguns pontos interessantes do artigo:


É uma idéia estranha o suficiente para soar praticamente paradoxal, como “gelo quente”.

É intrigante, pela mesma razão, que as pessoas dentro e fora da Microsoft começaram a considerar abertamente as potenciais vantagens e desvantagens do movimento Open Source.

A Microsoft vem trabalhando para descongelar suas relações com a comunidade de Software Livre e de Open Source há alguns anos. Nesse tempo, ela tem feito progressos reais, lançando seu mecanismo de compilação .NET, ferramentas JavaScript e a compatibilidade de execução do Linux em Windows Azure.

Porém a estimativa de Bryan Lunduke (contribuinte da Network World e empregado da SUSE) é de que se a Microsoft liberar ativos e código do Windows ‘através de algo como a GPL’ seria, com toda a probabilidade, a mesma coisa que o momento exato em que todos os vulcões iriam transformar a Terra em cones de waffle enchidos com sorvete de chocolate”.

Mas porque a Microsoft faria isso?
Em termos gerais, para ganhar todas as vantagens tradicionais de software de Código aberto – desenvolvido pela comunidade de código que tem mais olhos para os erros, e de desenvolvedores com agilidade e uma base em potencial de crescimento de usuários, graças aos ($ 0) preços favoráveis ​​sobre o produto base.

Outros também tem o cuidado de destacar a natureza de dois gumes de utilizar o modelo Open Source. Jono Bacon, que costumava ser o gerente da comunidade para o Ubuntu, disse que projetos de Código Aberto diferem entre si, mesmo em sua balança de eficiência e abertura.

“Open source oferece uma excelente oportunidade para ampliar sua base de engenharia, mas há um custo em termos de eficiência do desenvolvimento”, disse ele.

Bacon levantou Debian como um exemplo de um projeto fortemente focada em abertura e colaboração – todo mundo tem uma voz, todos podem contribuir, mas a democracia pode retardar a tomada de decisões. Por outro lado, ele disse que, a Canonical (Ubuntu) é administrada de forma bem diferente – ainda em aberto, mas com a empresa que decide a maioria das principais escolhas de design e desenvolvimento.

“Se a Microsoft fosse construir Windows como um projeto Open Source, eu suspeito que eles iriam tomar o caminho Canonical em vez da abordagem Debian”, disse à Network World.

E porque a Microsoft não faria isso?
Obviamente, as razões são dinheiro e incerteza. Apesar de rápido declínio dos valores das receitas para o Windows, a Microsoft ainda faz bilhões de dólares de OEM e as vendas de licenças pessoais.

E, embora não todo esse dinheiro desapareceria se o Windows fosse se tornar disponível gratuitamente, a transição para um modelo de receita de serviços e apoio pode ser uma tarefa difícil.

Dito isto, a transição poderia ser feita, de acordo com Bill Weinberg, diretor sênior de estratégia de código aberto para Black Duck Software, uma empresa de software e consultoria em Burlington, Massachusetts.

Mais ao ponto, no entanto, é o fato de que a Microsoft simplesmente não está preparada para operar como um financiador benevolente para uma versão de código aberto do Windows que faz com que a possibilidade seja tão remota. Weinberg destacou que a tarefa de construir a infra-estrutura para apoiar um projeto de tal dimensão é enorme.

“Demorou uma década para o Linux construir o seu desenvolvimento gigante e sua rede de apoio”, disse ele. “E o sucesso do sistema operacional Linux pode ser atribuída a uma combinação única de entusiasmo de desenvolvedor, patrocínio corporativo oportuno, escolha de licença e boa vontade.”

Jim Zemlin, diretor executivo da Linux Foundation , sublinhou o ponto com autoridade, dizendo que a gama de infra-estrutura necessária pode surpreender até mesmo a Microsoft com sua extensão.

Uma fonte aberta do Windows, disse ele, seria necessário uma estrutura formalizada, um quadro jurídico para lidar com patentes e programas de certificação e similares, uma infra-estrutura de codificação social e código estruturado para para o desenvolvimento colaborativo – para começar, de qualquer maneira.

“Nós não temos nenhuma dúvida de que os desenvolvedores que escrevem Windows são talentosos, mas como é que o olhar de código debaixo das cobertas?”, Perguntou Zemlin. “É projetado de uma maneira que é modular para permitir a colaboração em massa?”


E você o que achou?

Se quiser saber mais, abaixo segue a fonte do artigo em inglês.

Fonte: networkworld.com

About Dan_Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

4 opiniões sobre “E se o Windows se tornasse OpenSource?

  • maio 17, 2015 em 10:50 am
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    Dan, muito bom seu post sobre a “opensourceirização” do “Janelas”! Muito tem que ser feito para que isso aconteça de verdade. Mas esse artigo abre caminha para se pensar muito a respeito. Muito bom como tudo que vc publica. Parabéns!!

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    • maio 18, 2015 em 9:51 pm
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      Boa noite Chico.
      Muito obrigado XD.
      Realmente ainda tem muito caminho pela frente, mas já mudou muita coisa pela parte da Microsoft, vamos ver os próximos capítulos, rs…
      Abraços meu querido.

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  • maio 17, 2015 em 9:07 pm
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    Ah!, agora preciso de uma dica, meio simples mas me deixa sempre frustrado. Sou entusiasta de carteirinha e sempre propago a ideia do software livre. Mas vamos lá: há pelo menos uns seis anos que uso Linux, e não sei se por causa do hardware (Pavilion DM4-1055BR) não foram todas as distros que se “assentaram” confortavelmente. No Ubuntu, o cursor do mouse tinha vida própria e as vezes saía para fumar e não voltava mais. No Fedora era o brilho da tela que não atuava. No OpenSuse as impressoras, No Sabayon (lindo visual) mas tbm tive problemas com uma impressora. Por fim, achei o Mint, que se adaptou como uma luva no meu note. Mas a bendita TX-420W Epson insiste em imprimir cor com defasagem entre as cores CMYK. Parecem aqueles folhetos mal impressos que o CYAN sai defasado do YELLOW que sai defasado Do MAGENTA e assim por diante. Em preto OK. O driver recomendado NX420 dá o mesmo problema. O driver proprietário (Seiko Corporation) até é sugerido pelo sistema Mint, faz o download e quando vem a janela de instalação trava sempre no final. Tens ideia de algum ppa ou outra forma de fazer a TX420W funcionar em cores? Super obrigado! Francisco.

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    • maio 18, 2015 em 10:27 pm
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      Boa noite Chico.
      Rapaz, que coisa do mal hein, rs…
      Pesquisando pela internet achei um pessoal falando, que ao invés de aceitar o que o Mint recomenda ou oferece nos aplicativos, baixar manualmente o .deb e instalar ele. Caso queira, segue o link: http://forums.linuxmint.com/viewtopic.php?f=51&t=120642
      Eu não consigo mais largar o OpenSUSE, rs…
      Um grande abraço Chico.

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