A história da Bizarre Creations

A história da Bizarre Creations

Salve salve pessoal…

Trago para vocês hoje a história da Bizarre Creations, empresa conhecida por seus jogos de Corrida. E qual é a relação dela com a aclamada série Forza Horizon?

A empresa começou a operar na década de 1990 com o nome Raising Hell Software, porém a SEGA (que tinha uma parceria com o estúdio) não gostou muito do Hell no nome (Inferno em inglês) e eles decidiram então mudar. Com o tempo passando, em 1994, prontos para firmarem uma parceria com a Psygnosis / Sony, tentaram o nome “Weird Concepts” (algo como Conceitos Estanhos), em seguida, um membro procurou por sinônimos no dicionário do Microsoft Word, e descobriu Bizarre Creations (algo como Criações Bizarras), assim nascia a empresa que fica localizada na Inglaterra.

Logo da Bizarre Creations
Logo da Bizarre Creations

A parceria com a Sony resultou no jogo Formula 1 e Formula 1 97, ambos lançados para Playstation e PC. O jogo se tornou um sucesso, se tornando um best seller na Europa em 1996.

F1 1996 para PC
F1 1996 para PC

Após a parceria para o F1, eles começam 2 novos projetos, Fur Fighters, que era um jogo de plataforma/ação competitivo com tiros que contava com bichos que se matavam entre si, esse jogo foi lançado para o DreamCast e PC, depois foi portado para o Playstation 2.

Mas o que chamaria a atenção, seria o outro projeto deles, exclusivo para o DreamCast, Metropolis Street Racer (MSR), o jogo contava com várias características marcantes, como a implementação do sistema de Kudos (pontos são dados aos jogadores conforme dirigem o veículo), estações de rádio fictícias (como em GTA) e as pistas alternavam entre dia e noite, por exemplo, ao colocar o DreamCast na região inglesa, e colocar as 8 AM na memória do console, se você jogar em alguma pista em São Francisco, estará às 12 AM (calculando automaticamente onde é o horário das cidades do jogo).

Metropolis Street Racer para DreamCast
Metropolis Street Racer para DreamCast

Vendo como o jogo MSR estava bem polido e bem feito, a Microsoft queria trazer uma line-up diversificada para o lançamento do Xbox (como por exemplo, Halo – FPS, Dead Or Alive 3 – Luta, etc), isso resultou em uma parceria com a Bizarre Creations para a criação de um jogo que veio a fazer muito sucesso para os fãs da caixa verde, o Project Gotham Racing (PGR).

Project Gotham Racing
Project Gotham Racing

O PGR é considerado um sucessor espiritual do MSR e rapidamente se tornou um sucesso, ganhando sequências. Inclusive Bill Gates disse que era sua série de jogos favorita.

Até hoje muitas pessoas se perguntam o motivo por trás do nome do Metropolis Street Racer e do Project Gotham Racing, a verdade é que só foi divulgado boatos, mas nada que explicasse o nome. O boato mais difundido, é que os criadores dos jogos são fãs dos quadrinhos da DC Comics, assim o nome do MSR vem da cidade do Superman, Metropolis, enquanto o PGR vem da cidade do Batman, Gotham.

Na continuação, no PGR 2, ele possuía um mini game chamado Geometry Wars que era um jogo de nave bem divertido. Esse mini game fez muito sucesso, tanto que quando a Microsoft lançou o Xbox 360 e com ele a Live Arcade, a Bizarre lançou uma versão dele na rede para download.

Geometry Wars
Geometry Wars

A Bizarre Creations começou a chamar muito a atenção por sua qualidade nos games, e assim, a Activision faz uma oferta e compra a empresa. Após a compra muitos fãs ficaram com dúvidas sobre a franquia PGR, mas a Activision logo deixou claro que não comprou a franquia, sendo esta pertencente a Microsoft. O último PGR produzido foi o PGR 4 para o Xbox 360.

Project Gotham Racing 4, último PGR lançado
Project Gotham Racing 4, último PGR lançado

Na nova casa, a Bizarre Creations estava se adaptando e começaram a desenvolver um jogo de corrida, a Activision queria que esse jogo pegasse um público bem amplo, então eles falaram que o jogo teria que ter poderes (similar ao Mario Kart, Nascar Rumble, Twisted Metal, etc) e que deveria chamar a atenção com luzes de Neon, com essas premissas nascia o projeto Blur (crianças gostavam de poderes, adolescentes gostavam de jogos com explosões e bastante luzes, e os adultos gostavam de jogos de corrida, foi assim que a Activision pensou).

Os criadores disseram que a Activision se intrometia muito no desenvolvimento do projeto, para piorar a situação, eles alegaram que a Activision não conseguia fazer uma propaganda ideal para a venda do produto, parecia até mesmo que eles não estavam se esforçando ou em que público iriam mirar o lançamento.

O jogo em si é divertido, porém ele não alcançou as expectativas em vendas que a Activision tinha criado para ele.

Blur, jogo desenvolvido na gestão Activision
Blur, jogo desenvolvido na gestão Activision

Após Blur, a Activision passou para o estúdio o desenvolvimento de James Bond 007: Blood Stone, que também ficou abaixo do que a Activision esperava das vendas.

Devido aos números não agradarem, a Activision coloca a empresa a venda, inclusive com a opção de que a Bizarre poderia recomprar a sua parte. Porém a Bizarre não possuía esse dinheiro, e como ninguém quis comprar, a Activision opta por fechar o estúdio. Eles até estavam desenvolvendo uma continuação para o Blur, mas infelizmente tudo foi cancelado, abaixo um vídeo do projeto cancelado.

Isso aconteceu em 2011, que coincidentemente também foi o ano que outro estúdio veterano em jogos de corrida foi fechado, o Black Rock Studio (ATV, Pure, MotoGP, etc), que havia desenvolvido o Split Second, porém não atingiu as expectativas da Disney.

Com esses cenários, alguns veteranos dos jogos de corrida da Bizarre Creations, Codemasters (TOCA, Colin McRae, Dirt, etc) e Criterion Games (Burnout, Need For Speed Hot Pursuit, etc) quiseram se unir e tinham a vontade de criar um grande projeto de corrida em mundo aberto, nascia assim a Playground Games.

Playground Games
Playground Games

Porém a Playground Games precisava de uma publisher, e começaram a ir atrás de empresas, conseguiram a parceria com a Microsoft. Demonstrando seu entusiasmo e a ideia de fazer um mundo aberto em um jogo de corrida, a Microsoft gostou da ideia, e nasceu o conceito para Forza Horizon.

No começo, muitos críticos tinham receio e até tachavam o projeto como um pequeno spinoff, mas a Playground queria mostrar que o jogo tinha uma qualidade única, e que ele seria tão bom quanto a linha Motorsport e que não seria apenas um spinoff. Após o lançamento o jogo se consolidou, fazendo muito sucesso e ganhando sequências.

Sem contar que isso casou perfeitamente com a ideia da Microsoft, pois antes era Forza Motorsport para os fãs de simuladores, e PGR para quem gostava mais de corridas arcade, hoje o Forza Horizon preencheu essa lacuna que antes era do PGR.

Forza Horizon 3, desenvolvido pela Playground Games
Forza Horizon 3, desenvolvido pela Playground Games

Então jovens, essa foi a história da Bizarre, uma empresa ímpar na qualidade de games de corrida, que infelizmente não existe mais nos dias de hoje, mas seu legado continua com o pessoal na Playground Games.

Referências:
gamesradar.com
theguardian.com
teamvvv.com
metro.co.uk

Bom pessoal, por hoje é só.
Abraços e até a próxima.

About Dan_Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

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