Como surgiu os jogos Exclusivos e os Multiplataformas?

Como surgiu os jogos Exclusivos e os Multiplataformas?

Salve salve pessoal…

Hoje vou mostrar como surgiu os termos de jogos Exclusivos e os Multiplataformas no mundo dos games.

Lá atrás, na época longínqua dos primórdios dos games, as empresas se preocupavam apenas em lançar jogos em computadores domésticos como forma de entreter e trazer algo a mais. Com a popularidade dos fliperamas, começa-se a surgir os consoles de vídeo game, e assim surge o fenômeno Atari 2600.

Atari 2600
Atari 2600

O Atari fez tanto sucesso que começou a ter de tudo quanto é jogo nele, isso causou uma saturação de jogos, muitos deles sem qualidade nenhuma, apenas para “tentarem” vender ao consumidor, sendo que poucos games eram de qualidade. Além disso, os computadores pessoais começaram a se popularizar, logo as pessoas não tinham mais interesse por consoles, esse movimento foi chamado de Crash ou Crache dos jogos de 1983, onde muitas empresas faliram, e os jogadores mantinham interesse apenas em fliperamas ou computadores.

Inúmeros games para o Atari
Inúmeros games para o Atari

Tudo começa a mudar com a Nintendo, ela já havia lançado Donkey Kong que foi um sucesso nos fliperamas, então decide embarcar no mundo dos consoles, lançando o Nintendinho (NES nos States, e Famicom no Japão).

Porém a Nintendo sabia que precisava manter a qualidade dos jogos licenciados em sua plataforma, senão ele teria o destino igual ao Atari. Com isso, ela cria o Selo Nintendo de Qualidade, e com o sucesso do Nintendinho, a influência da Nintendo vai às alturas.

A Nintendo incentivava a produção de Third Parties (diferente da Atari que tentou até processar a Activision), porém quem quisesse publicar jogos para o Nintendinho, tinha que passar pelo rígido “controle de qualidade”, como por exemplo, um número fixo de jogos para lançar por ano (tinha empresas que até abriam empresas fantasmas para produção de jogos), o jogo deveria passar por testes exaustivos internamente e se fosse negado teria que ser reconstruído conforme estabelecido pela Nintendo, e o jogo não poderia ser lançado para outros consoles.

Selo de qualidade Nintendo
Selo de qualidade Nintendo

Ah Daniel, mas o MSX e o ZX Spectrum tinham jogos que também tinham para o Nintendinho, sim jovens, eles tinham, mas eles eram considerados Computadores Domésticos, ou seja, não eram consoles (como TurboGrafx 16 e Master System). Então, a exclusividade era considerada apenas entre consoles, e não envolvendo computadores (e olha que no Japão, o Nintendo se chama Family Computer, vai entender rs).

MSX
MSX

Apesar de outras empresas terem políticas parecidas, a Nintendo estava dominando o mercado, e todos queriam lançar jogos para o Nintendinho. Aconteceu que muitas empresas começaram a ficar irritadas com as políticas da Nintendo, mas não tinham como boicotar, afinal o Nintendinho reinava absoluto.

Eis que a SEGA surge com o Mega Drive e começa uma “guerra” nos States para ganhar mercado, algumas empresas ficam do lado da SEGA lançando games para ela mesmo com as imposições da Nintendo, como aconteceu com a Eletronic Arts (que descobriu uma forma de hackear o Mega e assim produzir seus próprios cartuchos, esse caso acabou em uma parceria entre as duas), mas a grande maioria das companhias não lançavam games para a plataforma, ou quando lançavam eram ports menores ou conversões que a própria SEGA bancava (como Strider e Ghouls And Ghosts que eram da Capcom, mas a SEGA adquiriu licenças para portar para o Mega Drive).

Cartucho da EA para Mega Drive
Cartucho da EA para Mega Drive

Com a ascensão da SEGA e do Sonic, muitas empresas começaram a pensar que seria lucrativo lançar os jogos tanto para o Super Nintendo quanto para o Mega Drive, mas poucas empresas grandes haviam ousado “enfrentar” as regras da Nintendo, até que em 1993, a Acclaim queria trazer o sucesso Mortal Kombat para os vídeo games, e ela procura a Nintendo e diz que só irá lançar ao Super Nintendo, caso também lance para o Mega Drive no mesmo dia.

Eu sei jovens, que hoje é normal irmos comprar um jogo multi, e ele estar disponível até para geladeira, rs… Mas naquela época, isso foi revolucionário. A Nintendo cedeu, afinal o Mortal Kombat era um sucesso, e seu console já estava pegando fama que era para crianças (comparado ao Mega Drive). Após o sucesso de Mortal Kombat, as empresas cada vez mais começaram a publicar jogos nas mais diferentes plataformas.

Mortal Kombat
Mortal Kombat

Na geração do Playstation, Nintendo 64 e Saturn, grande parte dos exclusivos para o console da SEGA ou da Nintendo vinham de estúdios internos (First Party, como na SEGA, a Sonic Team) ou de estúdios parceiros quase que exclusivos (Second Party, como na Nintendo, a Camelot), o Playstation devido a ter controles de licenciamento mais liberais, e principalmente mais baratos, despontou no agrado das desenvolvedoras, sem contar que era fácil fazer um jogo para ele, assim ele ganhar diversos exclusivos.

Playstation
Playstation

Avançando uma geração, o Playstation 2 apesar de ter uma arquitetura mais complexa, havia ganhado um mercado notório, assim muitas empresas focavam seu desenvolvimento nele, mas o Xbox e o Gamecube ainda possuíam um número grande de exclusivos, e nessa geração ainda havia a separação de computadores (alguns casos, jogos para consoles apareciam “Only On”/”Only For” mas tinham versões para PC).

PC Gamer
PC Gamer

Parece que a separação do PC foi “quebrada” na transição da Geração Atual (Playstation 4, Xbox One, Wii U, Switch), com a antiga (Playstation 3, Xbox 360, Wii), talvez pelo aumento do poder aquisitivo (tendo uma plataforma secundária como o PC), talvez pelo aumento do poderio dos consoles, assim sendo centrais multimídia além de rodar games, mas quando os jogos saem também para computador, para muitas pessoas não são mais considerados exclusivos.

Bom pessoal, por hoje é só.
Abraços e até a próxima.

About Dan_Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

Deixe uma resposta

%d blogueiros gostam disto: