A história da Remedy

A história da Remedy

Salve salve pessoal…

Hoje trago para vocês, a história do estúdio Remedy conhecido por suas narrativas em Alan Wake, Max Payne e Quantum Break.


O Início

A Remedy Entertainment Oyj é uma desenvolvedora de games localizada em Espoo na Finlândia. Foi fundada em 31 de Agosto de 1995, é conhecida pelas suas narrativas cheias de detalhes e de revelações, envolvendo o jogador nas histórias dos games.

O estúdio começou com o jogo Death Rally, um jogo de corrida com tiros, visto por cima, como se fosse uma mistura de Twisted Metal com a visão dos antigos GTA. O jogo foi publicado pela Apogee Software e distribuído pela GT Interactive.

Death Rally

Petri Järvilehto, um dos fundadores da Remedy, precisava de um escritor para as histórias dos games, ele tinha um amigo escrito, Sami Järvi, mais conhecido como Sam Lake (‘Järvi’ é tradução de lago em finlandês). Petri convidou Sam Lake, dizendo que precisava de ajuda nos roteiros dos jogos da Remedy, e aí nasce a parceria dos dois, e a Remedy começa a moldar a sua história no mundo dos games.

Apesar de Death Rally não ter um foco tão grande em história, a parceria dos dois iria moldar as narrativas dos games no futuro.

Sam Lake

Em 1997, a Remedy demonstrou seu Final Reality, uma combinação de demo com programa de benchmark em 3D. A Remedy junto com outras empresas da Finlândia fundam a Futuremark para desenvolver esse programa, que depois ficou conhecido como 3DMark.

Final Reality

Nessa mesma época, conforme a Remedy ganhava destaque, a LucasArts se aproximou deles, mas o motivo foi uma ação legal, na qual a LucasArts alegava que o logo da Remedy, no caso a parte superior do olho, era uma cópia do logo da LucasArts, e assim a Remedy concordou em alterar seu logo.

Logo da Remedy

Surge Max Payne

A Rockstar no começo dos anos 2000 queria ampliar seu leque de jogos, e procura em várias empresas parcerias (inclusive com a Bungie, e que e quase resulto nela publicando Halo, saiba mais em Halo quase foi lançado pela Rockstar?), uma das empresas que toparam uma parceria, foi a Remedy, que estava desenvolvendo um projeto ambicioso, Max Payne.

No jogo, é contado a história de um policial disfarçado fugitivo que vive com vários dilemas e problemas interpessoais. A narrativa e a forma de demonstrar o personagem e sua fragilidade, foi algo que elevou o status da Remedy no mundo dos games, e demonstrou que o estúdio poderia ter uma qualidade ímpar em suas narrativas.

Max Payne

Sam Lake desempenhou vários papéis em Max Payne, sendo que ele escreveu a história e roteiro do jogo, e até foi o modelo de rosto do Max Payne. A Remedy por causa do orçamento, não podia contratar atores, então programadores, artistas e funcionários da empresa desempenharam papéis no game.

O jogo foi lançado em 2001, e em 2002, a Remedy vendeu todos os direitos do Max Payne para a Take-Two Interactive por cerca de US$ 10 milhões e parte das ações da empresa. Em 2003 foi lançado Max Payne 2, e ainda contava com o envolvimento da Remedy, sendo que ela desenvolveu o jogo, e agora com um orçamento maior, contrataram atores, Sam Lake escreveu um roteiro cerca de 4 vezes maior que algumas produções de cinema.

Max Payne 2

Parceria com a Microsoft – Alan Wake

A Remedy com o dinheiro da venda de Max Payne, começa a criar uma nova propriedade intelectual, o jogo iria contar a história de um escritor chamado Alan Wake, em que sua esposa desaparece durante as férias do casal, e ao procurar a sua digníssima ele começa a viver um suspense.

Alan Wake

No começo a Remedy queria fazer um game de mundo aberto, mas isso poderia tirar a atenção do jogador, e desviar a atenção dele para outros detalhes menores, logo o jogo foi alterado para ter um roteiro fixo (um script). A Remedy ainda mudou a sistemática do jogo, para que ele parecesse com uma série de terror, onde cada fase é como se fosse um episódio, e ao passar 1 fase, você sempre via um trecho do que tinha acontecido, com a frase “Previously on Alan Wake…”. A Remedy queria trazer para os games, algo como a sensação de ler as obras de Stephen King (O Iluminado, It, etc).

“Previously on Alan Wake…”

Alan Wake foi lançado em 2010 e rapidamente se tornou um sucesso, e referência de jogo na biblioteca do Xbox 360. O jogo ganhou duas expansões, uma chamada The Signal e outra The Writer, que seriam novos episódios continuando a história do personagem.

Em 2011, a Remedy publicou um remake do game Death Rally, e em 2012, eles lançam um novo game (porém menor) do Alan Wake, chamado American Nightmare, sendo que no jogo, Alan Wake persegue Sr. Scratch que ameaça retirar tudo que Wake ama, até mesmo sua esposa.

Nova Parceria com a Microsoft – Quantum Break

Em 2013, a Remedy fez uma nova parceria com a Microsoft para o lançamento de um projeto chamado Quantum Break, onde a ideia era que o jogador pudesse manipular e ter acesso a rupturas temporais. No começo a Remedy propôs a ideia e a Microsoft topou se a IP fosse dela, assim bancando o desenvolvimento.

Quantum Break, comparação do ator com o gráfico no game

O jogo foi lançado em 2016, e contava com uma novidade, a cada fase passada era exibido um episódio em Live Action, contando bastidores da história do game, assim sendo um projeto de entretenimento envolvendo televisão e vídeo game, que era uma das ideias iniciais para o Xbox One.

Apesar do jogo ser aceito por boa parte dos consumidores da Microsoft, ele teve alguns problemas em seu desenvolvimento, um deles era que o jogo usaria o suporte do Xbox Entertainment Studios em Los Angeles, mas ele foi fechado em 2014, pois a Microsoft estava mudando o foco, deixando a TV de lado.

Xbox Entertainment Studios

Logo, as imagens acabaram sendo terceirizadas para outros lugares, mas os problemas não pararam por ai. Por exemplo, as gravações e capítulos em Live Action, não poderiam impactar bastante no game, pois ele seria “jogado” e teria decisões por parte dos jogadores, logo a Remedy teve que desenvolver, pensando amplamente em como cada parte do entretenimento não iria sobrepor a outra.

Novos horizontes

Apesar da Remedy ter uma boa aproximação com a Microsoft, e ser considerada um estúdio Second Party (empresas próximas, que fazem jogos exclusivos, mas não pertencem a empresa que está recebendo o jogo), ela gostaria de expandir seus negócios e publicar em plataformas diferentes, similar ao que houve com a Insomniac que é Second Party da Sony e mesmo assim fez Sunset Overdrive para o Xbox One e o Song Of The Deep para multiplataformas, ou a Game Freak, que é Second Party da Nintendo, e fez o Tembo para multiplataformas.

A Remedy lançou uma versão refeita do Death Rally em 2009 (e para dispositivos móveis em 2011) e Agents Of Storm para iOS em 2014 (ainda durante o desenvolvimento do Quantum Break). Depois anunciaram uma parceria com a Smilegate, para desenvolverem o modo história do Crossfire 2.

E em 2017, revelaram uma parceria com a 505 Games para publicar um novo jogo, multiplataforma, chamado de P7, que na E3 2018, durante a apresentação da Sony, foi mostrado como Control.

Novo jogo da Remedy, Control

No jogo, você controla uma personagem com poderes (inclusive de voar rs), sendo que o game utiliza o mesmo motor gráfico de Quantum Break.

A Remedy também já demonstrou interesse em continuar o Alan Wake, basta nós como fãs dos jogos da empresa, torcer para que essa nova empreitada dê certo, e ela possa continuar nos entregando ótimos games.

Referências:
eurogamer.net
polygon.com

Bom pessoal, por hoje é só.
Abraços e até a próxima.

About Dan_Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

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