Se não fosse um videogame de madeira, o Terminal não existiria

Se não fosse um videogame de madeira, o Terminal não existiria

Salve salve pessoal…

Esses dias me recordei de uma história, e me lembrei que sem ela o Terminal de Informação talvez não existiria, tudo por causa de um videogame de madeira…

A infância é uma das melhores fases da vida, e a imaginação da criançada é uma das coisas mais fantásticas. Quando eu era pequeno, eu amava brincar na rua, gostava de peão, burica (ou bolinha de gude), e bets (ou taco), sendo que esse último era um dos meus favoritos, nele, a gente jogava em 4 pessoas, em um sistema de duplas, onde dois ficavam com o taco, e dois com a bolinha, e uma lata de óleo de cada lado ou garrafa de plástico, ou qualquer outra coisa que desse para derrubar, onde o objetivo era rebater a bolinha jogada, e bater os tacos, a cada batida eram 2 pontos, quem alcançasse 12 ou 24 pontos era a equipe ganhadora. E quem ficava na bolinha, tinha que tentar queimar quem tivesse no taco (jogando a bolinha).

Além dessas brincadeiras, eu achava bem interessante uns aparelhos, chamados “videogames”, mas meus pais não tinham condições de me darem um. Meu pai que sempre foi bem criativo e um amor de pessoa, me preparou uma surpresa, ele criou um videogame de madeira (quem conhece meu pai sabe como ele é bem detalhista), o videogame tinha detalhes em cima, e tinha entrada para cartucho rs… ele até fez um cartucho para mim, e tinha até saída para tomada rs…

Sonic Forces
Sonic Forces

Nessa época eu devia ter uns 4 ou 5 anos, eu lembro vagamente do videogame e de como eu brincava, mas lembro que passei boa parte da infância brincando com ele. O cartucho, eu fingia que tinha vários jogos na memória, e a cada vez que eu colocava o cartucho nele, o jogo se transformava e o mundo que eu brincava também, eu entrava dentro do videogame rs… Resumindo, meus pais sempre estimularam a minha imaginação.

Mas algo sempre mexia com minha curiosidade, como que funcionava um videogame por trás? Meu pai, brincando comigo, disse que tinha um grilo dentro do videogame, e ele corria e fazia o motorzinho girar, assim os jogos saiam do videogame para a televisão, e eu fiquei com isso na cabeça, e através dessa dúvida, e das influências dos meus irmãos mais velhos, decidi que eu queria estudar computação para entender como tudo funcionava.

Quando comecei o curso técnico, já sabia que eu queria trabalhar com análise de sistemas, e ao mesmo tempo que minha paixão por computação crescia, existia algo que eu também amava, que eram artigos de tecnologia / games. Talvez pode ser que alguns leitores aqui se lembrem, existia uma revista brasileira chamada Gamers, e nela os artigos eram muito bons, apesar de não ter tantos jogos como uma Ação Games ou Super Game Power, os artigos escritos tinham humor, tinham conteúdo, tinham curiosidades, eu gostava de textos assim, e eu queria um dia escrever também sobre esses assuntos.

Capa de uma Gamers
Capa de uma Gamers

Em meados de 2008 / 2009, eu e mais alguns amigos montamos um projeto de blog, Os Lunáticos, onde postaríamos coisas desse tipo, e também a tradução de alguns Mangás. Mas devido as correrias, o projeto não vingou. Passando um pouco o tempo, em 2012 quando eu estava falando com a minha nega pelo MSN, decidi montar o Terminal de Informação, e nele postar alguns tutoriais e dicas de tecnologia.

Passando um tempo, eu e mais alguns amigos, montamos outro projeto envolvendo matérias informativas, o Caça Aos Patos, em homenagem ao Duck Hunt do Nintendinho. Mas a divergência de algumas ideias e o trabalho e faculdade, acabou deixando esse projeto no hiato.

Então chegamos em 2017, eu estava conversando com um amigo meu, o Jacky Bauer, e estávamos falando sobre algumas curiosidades sobre o mundo dos games, eis que eu falando pra ele de EarthWorm Jim, Crash Bandicoot, Xbox, Sonic, etc… Começou a me dar aquele sentimento nostálgico novamente de quando eu era criança e brincava e de quando eu lia aquelas matérias. Como no Terminal, vira e mexe eu publicava algumas matérias, decidi mandar um currículo para alguns portais de games no Brasil, mandei para alguns lugares e esperei um tempo, não tive resposta alguma rs…

EarthWorm Jim

Então decidi postar no Terminal, e em Junho fiz um projeto piloto, postando algumas matérias de games, e para minha surpresa, o projeto foi bem recebido, as pessoas estavam elogiando o conteúdo postado. Voltou a dar vontade de escrever matérias, textos originais, e assim voltei também a escrever matérias de tecnologias.

Tenho muito a agradecer a você caro leitor, que acompanha as publicações, que dá sugestões, e que incentiva o Terminal a ser um lugar melhor. Quero agradecer publicamente aos meus amigos Jacky Bauer, José Claus e Beto pelo incentivo às matérias. Quero agradecer também ao apoio pelo pessoal do fórum PXB que também mandam sugestões e que sempre interagem nas publicações de games.

Nesse ano de 2017, foram cerca de 500 mil visualizações do Terminal. Só tenho a agradecer o apoio de todos vocês nesse projeto.

Então se não fosse por um videogame de madeira, a curiosidade na pesquisa, e a vontade de escrever, talvez o Terminal de Informação não existisse da forma como é hoje.

Feliz 2018 a todos.

Bom pessoal, por hoje é só.
Abraços e até a próxima.

About Dan_Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

6 comentários em “Se não fosse um videogame de madeira, o Terminal não existiria

  1. Bons tempos! As vezes me pergunto se as crianças de hoje tem o mesmo sentimento que tínhamos ao sair aquele lançamento tão esperado. Chegar na locadora na sexta as 7 da manha pra alugar aquele cartucho e entrega-lo só na segunda! Bons tempos… Ainda me divirto hoje com alguns amigos online mas, não tenho muito tempo para usufruir de tanta coisa boa sendo lançada ao mesmo tempo. Esse é o lado ruim de hoje. Alem do mais, conciliar todo esse bombardeio de informações/midia mais trabalho, estudo e lazer é pra poucos. Bom texto, abraços!

  2. Caramba, quase escorreu um suor dos olhos.
    AUHHAUHUAhuAhuhuHU

    Muito boa a matéria Daniel é interessante saber de onde surge as inspirações né? E seu pai, sem palavras, chegou até a arrepiar essa parte, imagina o carinho que tem por você para chegar a fazer tal coisa.

    De resto, é tudo fruto do seu excelente trabalho, eu espero de coração que esse ano tenha 10x mais acessos e que você receba todo retorno que merece.

    Grande abraço!

  3. Sem contar claro, das pessoas que você vai inspirando né Dan, eu mesmo por exemplo, se não fosse pela época dos torneios de Halo 2, emuladores do Game Boy e N64, mano… Eu não teria a coleção de games que tenho hoje… Valew mesmo Dan, e continue com seu ótimo trampo aqui no terminal!! Abraços

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