Análise Jogo Brasileiro – Shiny

Análise Jogo Brasileiro – Shiny

Salve salve pessoal…

Hoje trago para vocês a análise do jogo Shiny, que conta a história de um simpático robôzinho, feito pela Garage 227 Studios.


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Introdução

Em Shiny (o slogan do jogo é “Robôs podem ter Coração”), você controla o robô Kramer 227. Na história do jogo, o planeta Aurora está condenado a colidir com o Sol, com isso a humanidade abandona o planeta deixando tudo para trás, e esse tudo inclui vários robôs que estão vivendo por sua própria sorte.

Como Kramer 227, a sua missão é coletar baterias e passar por vários níveis para reativar um foguete e salvar seus amigos robôs, e isso não será uma tarefa nada fácil.

Concept Art de Shiny
Concept Art de Shiny

O jogo me lembrou bastante aqueles clássicos de plataforma do Mega Drive e Super Nintendo, onde além da dificuldade, a precisão era a chave para vencer os obstáculos.

Som

Esse é um dos pontos mais fortes do jogo, as músicas do game são imersivas com o ambiente e mantém aquela sensação de abandono e de esperança vivída por Kramer. Por exemplo, existe um contexto nos cenários ao fundo, como em uma fase que tem um lixão lá atrás e você avista robôs no meio de todos aqueles destroços, e juntamente com a trilha sonora, dá um ar de grandeza ao jogo.

Parte em que há marteladas do cenário
Parte em que há marteladas do cenário

Os efeitos sonoros também são bacanas, como sons emitidos dos robôs, ou até mesmo dos power-ups utilizados. Porém, existe uma fase com umas hélices gigantes, que o som delas não é muito agradável, talvez para causar alguma sensação ao jogador mesmo.

Gráfico

Os gráficos do jogo são excelentes, os efeitos de luzes, e os detalhes de cada cenário e de cada parte da fase são bem feitos.

Por diversas vezes, eu fiquei parado com o robôzinho apenas olhando o fundo do cenário tentando ver todos os detalhes que foram colocados ali.

Fase do fogo, com o item de Resfriamento acoplado
Fase do fogo, com o item de Resfriamento acoplado

Mas toda a lindeza tem um custo, não sei se é pela riqueza de detalhes ou se é pela qualidade gráfica, mas o loading é um dos pontos fracos do jogo, a cada fase ele tem um loading que demora, mas quando começa a fase, não tem mais engasgos.

Outro ponto também, é alguns bugs gráficos, como por exemplo, na abertura do jogo, pareceu que deu uma queda de frames na animação, ou em algumas partes do jogo em que também isso pode ocorrer (a versão testada foi para Xbox One, não sei quanto a Steam se também ocorre isso).

Controles

Os comandos são:
Analógico Esquerdo – Movimenta o Personagem
Analógico Direito – Câmera com visão da fase
Direcional – Seleciona power-up (três disponíveis)
Start / Menu – Pausa o jogo
A – Pulo
X – Interação com objetos (Check-Points, outros robôs)
Y – Usa Bateria Especial (invencibilidade)
LB / RB – Trocam power-up
LT / RT – Usam power-up

Olhem que gráfico lindo
Olhem que gráfico lindo

Algo a se ressaltar nos controles, é que você deve adquirir uma certa precisão, como o robô é pesado, ele cai rápido, e um pulo errado é morte na certa. Eu me acostumei lá pela fase 3 ou 4, ai comecei a usar os pulos com mais cuidado.

A Invencibilidade é disponível quando você salva 2 robôs, com isso a barra é carregada, e ao usar, a música muda e você pode sair por ai desfrutando isso (só não vai cair no buraco hein rs).

Fumaças e Check-Point na esquerda
Fumaças e Check-Point na esquerda

Existem 3 power-ups que você pega durante o caminho, que são:
– Escudo: Com esse poder, Kramer usa uma barreira eletromagnética que bloqueia por exemplo pedras que caem do teto
– Resfriador: Com esse poder, ao passar por fogo e Kramer começar a esquentar, apertando simultaneamente o LT e RT, ele será resfriado e voltará ao normal
– Mochila a jato: Com esse poder, será possível voar com o personagem

Diversão

Aqui está o destaque de Shiny, eu achei ele bem divertido, e o detalhe é que o jogo não possui inimigos, apenas o cenário e você, como por exemplo, hélices, pedras que caem, fogo, plataformas (no caso pular com precisão)… Além disso, a vida de Kramer como é uma bateria, ela vai acabando lentamente conforme você pula e anda.

Se já não bastasse isso, ao reviver algum robô (dar a sua energia pra ele), ou energizar alguma plataforma para prosseguir no caminho, ou até mesmo usar algum power-up, tudo isso vai consumindo a energia de Kramer, causando a dificuldade do jogo.

Hélices do mundo de Shiny
Hélices do mundo de Shiny

Outro detalhe, é que nos Check-Points você recarrega sua energia, mas por exemplo, se tiver o número 10 no Check-Point, ao você ativar ele, ele irá para 09, e toda vez que você morrer ou recarregar a sua energia, ele vai diminuindo o contador, se acabar, ai é game over e volta para o início da fase.

Ai uma dica que deixo para vocês é evitar no começo pegar o check-point, vá o máximo possível sem usar e vai descobrindo a fase, depois que tiver descoberto ou tiver avançado bem, ai vai ativando os check-points, pois quando não se tem nenhum check-point, você pode perder quantas vidas forem necessárias.

Utilização do power-up de Escudo
Utilização do power-up de Escudo

No total são cerca de 20 fases, que gira em torno de 3h de jogatina (zerei na dificuldade Normal), mas uma observação, é que quando eu zerei, eu fui pegando todas as baterias das fases e todos os robôs, então se você for um jogador que irá jogar sem se preocupar com os itens colecionáveis, pode ser que termine o game mais rápido.

Depois que você pega o jeito do jogo, ele se torna mais fácil de ser zerado.

Outras informações

Tirando alguns bugs, algo que pode frustar alguns jogadores que colecionam conquistas, é o fato de que na Fase de número 20, é listado 4 robôs para salvar, mas na fase só tem 2. Além disso tem uma bateria a menos também nessa fase.

Outro ponto é que, você deve passar a fase perfeitamente de primeira vez coletando os robôs e as baterias caso queira desbloquear as conquistas.

Dando energia para reviver outro robô
Dando energia para reviver outro robô

Preço

Na Steam, o jogo está R$ 19,99, Clique Aqui para saber mais.

Na Xbox Live, o jogo está R$ 19,00, Clique Aqui para saber mais.

Considerações Finais

Caso você goste de jogos de plataforma com desafios, com um gráfico bonito e ótima trilha sonora, Shiny é um bom game para jogar naquelas tardes chuvosas que remetem a nossa infância.

Bom pessoal, por hoje é só.
Abraços e até a próxima.

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About Dan_Atilio

Analista e desenvolvedor de sistemas. Técnico em Informática pelo CTI da Unesp. Graduado em Banco de Dados pela Fatec Bauru. Entusiasta de soluções Open Source e blogueiro nas horas vagas. Autor do projeto Terminal de Informação, onde são postados tutoriais e notícias envolvendo o mundo da tecnologia.

2 comentários em “Análise Jogo Brasileiro – Shiny

  1. Muito bom Daniel, esse jogo me lembrou bastante Oddworld de ps1, principalmente a questão de resgatar os outros robôs (no Oddworld, resgatamos os carinhas da mesma raça do personagem principal).
    Continue assim, abraços!

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