Como melhorar a performance ao programar utilizando um bom processador

Hoje, vou falar de um assunto que muitos programadores não se atentam: ao processador de uma máquina.

O que é um processador?

O processador em um computador é responsável por escalonar os processos em níveis de urgência, além de cuidar da execução e manutenção dos serviços essenciais do sistema operacional e dos aplicativos que o usuário quer abrir.

Pois bem, jovens, fazendo uma pequena analogia: imaginem que uma dona de casa em um dia típico começou a descongelar uma carne para preparar o almoço, enquanto está cozinhando arroz. Em paralelo a isso, seu filho começa a chorar no quintal, pois ele caiu, e ela sai correndo para ver como o menino está.

Nesse cenário, apenas para entendermos (a grosso modo), o computador seria a casa junto com o quintal e o processador seria a dona de casa. As atividades que ela estava fazendo (descongelar, cozinhar e ir acudir o filho) são os processos que estão em execução.

Mãe cozinhando rs

Então, quando o usuário clicar para abrir um software pesado, como um editor de vídeos, o processador vai “dar a ordem” para a memória RAM, placa de vídeo, disco rígido e outros componentes para eles se prepararem para a execução.

Para nós que programamos é essencial desenvolvermos sem aqueles lags, travamentos e outras instabilidades que impactam diretamente no nosso tempo.

Mas afinal, como escolher um bom processador?

Nessa hora aqui, devemos avaliar o custo-benefício e a nossa necessidade. Por exemplo, se formos usar softwares mais pesados, consequentemente necessitamos de um processador mais potente. Se formos usar apenas planilhas ou documentos, podemos utilizar processadores mais fracos.

Em ambos os casos, existem duas marcas que se destacam no mercado de processadores. A primeira é a AMD: seus processadores tinham a fama no passado de rápido aquecimento, mas os modelos mais novos são cada vez mais “inteligentes” nesse sentido, e combinados com uma boa fonte de energia, conseguem entregar bons resultados. Para programadores, talvez a linha indicada seja a Ryzen 5.

A linha Ryzen 5 traz um bom desempenho para quem desenvolve

A segunda marca é a Intel, cuja história está intimamente ligada à evolução dos processadores. Os processadores da Intel têm uma boa autonomia em questão de vida útil e estabilidade. Para programadores, talvez a linha indicada seja a Intel Core i5.

Para ambas as marcas, o ideal é conferir quantos núcleos o processador tem e qual é a frequência deles (um mínimo de quatro núcleos operando acerca de uns 3 GHz já é mais que o suficiente). No APP KaBuM! tem uma vasta variedade de modelos com descrições bem detalhadas.

E para Notebooks é igual para Computadores?

Na verdade, o conceito de processador é igual, porém o processador de um notebook já vem acoplado à máquina, e dificilmente você precisará mudar algo no modelo (talvez, apenas depois de um bom tempo, trocar a pasta térmica). Outro ponto a se ressaltar é que a maioria das fabricantes limitam os processadores avançados em notebooks para que não tenha um aquecimento grande. Por exemplo: um notebook que utilize o processador Intel Core i7, muito provavelmente terá desempenho similar ao de um computador de mesa com Intel Core i5.

Mas por qual motivo existe essa diferença? Basicamente em um computador, você tem mais espaço físico e não tem outros componentes para se preocupar (como a tela embutida em um notebook). Dessa forma, em um processador para PC você pode investir em um bom sistema de resfriamento para dissipar o calor. Nos notebooks, como eles já são projetados, eles já vêm com o resfriamento e com a frequência menor para não causar problemas no equipamento.

“Daniel, já tenho um bom processador, e agora o que devo fazer para melhorar a performance? ”

Nesse sentido, jovens, levando em conta hábitos para programadores, aqui vou dar algumas dicas que eu utilizo no meu dia a dia:

  1. Só deixar aberto programas que estou realmente usando: nesse caso, costumo deixar aberto poucos programas. Firefox, Outlook, VSCode, Sublime Text, OneNote e Discord são alguns exemplos;
  2. Em navegadores, deixar aberto apenas abas que são essenciais: temos alguns casos em que usuários abrem 50 abas no Google Chrome e só utilizam 5 no máximo. Para essas situações, guarde os links das outras abas em uma anotação, como no OneNote ou EverNote;
  3. Quando for programar, fique focado na atividade: hoje, os processadores são bem parrudos e nos ajudam, mas quando for programar, tente ficar focado também na lógica em que você está montando, pois se abrir um vídeo no YouTube, a procrastinação vai estar ali na porta!

Bom pessoal, por hoje é só.

Abraços e até a próxima.

Dan Atilio (Daniel Atilio)
Especialista em Engenharia de Software pela FIB. Entusiasta de soluções Open Source. E blogueiro nas horas vagas.

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